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sábado, 4 de janeiro de 2014

MANUEL ANTÓNIO PINA

«Atropelamento e fuga 
Era preciso mais do que silêncio,
era preciso pelo menos uma grande gritaria,
uma crise de nervos, um incêndio,
portas a bater, correrias.

MANUEL ANTÓNIO PINA

«Sussurrando por luar 
Eu sei, é preciso esquecer,
desenterrar os nossos mortos e voltar a enterrá-los,
os nossos mortos anseiam por morrer
e só a nossa dor pode matá-los.

MANUEL ANTÓNIO PINA

ESPLANADA
(...)
«O café agora é um banco, tu professora do liceu;
Bob Dylan encheu-se de dinheiro, o Che morreu.
Agora as tuas pernas são coisas úteis, andantes,
e não caminhos por andar como dantes.»

(Um sítio onde pousar a cabeça)

Poema Completo

MANUEL ANTÓNIO PINA

Um sítio onde pousar a cabeça.