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sábado, 20 de fevereiro de 2021

MARCELINO DA MATA

Quem é o "nós" que celebra Marcelino da Mata como "herói"? De que "heróis" precisa a direita para reescrever a história?

Declaração de princípios: sou, como muitos da minha geração, filha de um veterano da guerra colonial. Não o digo para invocar qualquer lugar de fala, mas para acrescentar que compreendo que memórias da guerra não são nunca memórias em paz. Que as guerras deixam marcas nos vencedores e nos vencidos. Que processos de reconciliação nem sempre são lineares, sem falhas, dúvidas, recuos, sem acusações, sem ressentimento.

Trabalho igualmente como investigadora com veteranos de guerras civis (Angola) ou com dinâmicas distintas (Colômbia). Portanto, não tratarei de julgar pessoas que em determinadas circunstâncias "fizeram guerra", com tudo o que isso implica, apanhadas nas encruzilhadas da história, inscrevendo-se ou apagando-se nela/dela consoante os processos da sua (re)escrita.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

MARCELINO DA MATA

Uma história oficial da democracia portuguesa?

Manuel Loff, PÚBLICO, 16.2.2021

Nas páginas deste jornal, João Miguel Tavares (JMT) lamentou que "a maior parte dos portugueses não faça a menor ideia de quem foi Marcelino da Mata" que morreu há dias, aos 80 anos. Afinal, ele era, diz JMT, o "militar mais condecorado do exército português", por feitos cometidos durante a Guerra Colonial (e só) que Vasco Lourenço, que o conheceu bem, assegura terem sido "crimes de guerra" (PÚBLICO, 19.7.2018). JMT limita-se a dizer que "é muito possível que tais crimes tenham acontecido.

terça-feira, 27 de maio de 2014

COLONIZAÇÃO

«El genocidio de nuestros aborígenes
Los conquistadores españoles y portugueses cometieron uno de los genocidios más grande de la historia universal. Millones de aborígenes fueron exterminados tanto por la vía de las armas como de las enfermedades provocadas por el virus del tifus y viruela, introducido por los europeos. Otros murieron en los socavones de las minas y los lavaderos de oro, a raíz de la brutal explotación a la que fueron sometidos. De aproximadamente 40 millones de indígenas que existían en el siglo XV, de acuerdo a estimaciones de algunos autores y 14 millones según otros, sólo sobrevivió una quinta parte en el primer siglo de la conquista.