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sábado, 17 de dezembro de 2022

PORTUGUESES

SABEM QUE FOI A VELHA GERAÇÃO?

Foi aquela que com esforço
aos filhos tudo deu
que comeu pão com pão
e com sacrifício sobreviveu.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

POPULAÇÃO E PIDE

 «Publicou o Público, a 14/02/2012, o artigo “Os Portugueses foram vítimas ou cúmplices da PIDE?” da autoria de Duncan Simpson, o que me suscita alguns comentários.

Desde logo, o título é desadequado pois houve efectivamente vítimas e a pergunta retórica desmerece-o.

Ao querer chamar bombasticamente a atenção do leitor através de um absurdo lógico (como se alguma vez um povo pudesse ser todo ele cúmplice de uma polícia política), o autor poderia apenas estar a arranjar um título apelativo.

No entanto, a dicotomia “vítimas” e “cúmplices” é reforçada quando se opõe a minoria de opositores ao vasto “resto da população”, o que resulta em sugerir que uma grande maioria de portugueses aderiu e até manipulava a PIDE. As “vítimas” seriam os poucos que se teriam oposto ao Estado Novo; os “cúmplices” a grande maioria da população: esta é a visão de Duncan Simpson. Trata-se, no mínimo, de uma visão cor-de-rosa do Estado Novo.

TARRAFAL

A 18 de Fevereiro de 1978 regressavam a Portugal os restos mortais dos 32 antifascistas portugueses assassinados no Campo de Concentração do Tarrafal, criado pela ditadura fascista portuguesa à imagem e com o mesmo propósito dos campos nazis, o primeiro dos quais, recorde-se, aberto em Dachau, em 1933.

O Tarrafal, situado no Lugar do Chão Bom, na ilha de Santiago, em Cabo Verde, foi inaugurado a 29 de Outubro de 1936 por 157 presos políticos, muitos participantes nas revoltas da Marinha Grande (18 de Janeiro de 1934) e dos Marinheiros (8 de Setembro de 1936).

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

MARCELINO DA MATA

Uma história oficial da democracia portuguesa?

Manuel Loff, PÚBLICO, 16.2.2021

Nas páginas deste jornal, João Miguel Tavares (JMT) lamentou que "a maior parte dos portugueses não faça a menor ideia de quem foi Marcelino da Mata" que morreu há dias, aos 80 anos. Afinal, ele era, diz JMT, o "militar mais condecorado do exército português", por feitos cometidos durante a Guerra Colonial (e só) que Vasco Lourenço, que o conheceu bem, assegura terem sido "crimes de guerra" (PÚBLICO, 19.7.2018). JMT limita-se a dizer que "é muito possível que tais crimes tenham acontecido.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

JOSÉ DIAS COELHO

 «De todas as sementes confiadas à terra, é o sangue derramado pelos mártires que faz nascer as mais copiosas searas.» Foi esta a legenda da última gravura de José Dias Coelho para o Avante! clandestino, relativa ao assassinato de Cândido Martins (Capilé) em Novembro de 1961, numa manifestação em Almada. Poucos dias depois, a 19 de Dezembro, foi o próprio José Dias Coelho a tombar aos 38 anos, varado pelas balas da PIDE. O crime foi perpetrado em Alcântara, na antiga Rua dos Lusíadas, actual Rua José Dias Coelho.

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

FASCISMO VS COMUNISMO

 de David Crisóstomo no Twitter

https://twitter.com/davidscris/status/1325160851184128000

"Voltando  a  este lado do atlântico, temos a insistência de que qualquer  entendimento  com o Chega, que há meses aderiu oficialmente à família  política  europeia de Le Pen, Salvini e Wilders, é tão condenável como   entendimentos com BE e PCP, que serão tão ou mais extremistas que este.

terça-feira, 21 de julho de 2020

VIRGÍNIA MOURA

Virgínia Moura nasceu, em São Martinho do Conde - Guimarães, no dia 19 de Julho de 1915. Filha de uma Professora Primária e de um Oficial do Exército, conheceu, desde cedo, o estigma pelos seus pais não serem casados. Foi a primeira mulher a licenciar-se em Engenharia Civil, na Universidade do Porto, depois de ter frequentado o curso de Matemática e a Faculdade de Letras. Aderiu ao Partido Comunista Português, aos 18 anos. Foi uma lutadora antifascista e uma defensora dos direitos das mulheres.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

A DITADURA FASCISTA

A ditadura fascista

1. Os quarenta e oito anos de ditadura fascista constituem um dos períodos mais sombrios da história de Portugal.

A ditadura fascista criou um Estado totalitário e um monstruoso aparelho policial de espionagem e repressão políticas que actuava em todos os sectores da vida nacional, privando o povo português dos mais elementares direitos e liberdades.

sábado, 13 de junho de 2020

segunda-feira, 1 de junho de 2020

DITADURA FASCISTA

Portugal - Uma Democracia Avançada no Limiar do Século XXI
A ditadura fascista

 1. Os quarenta e oito anos de ditadura fascista constituem um dos períodos mais sombrios da história de Portugal.

A ditadura fascista criou um Estado totalitário e um monstruoso aparelho policial de espionagem e repressão políticas que actuava em todos os sectores da vida nacional, privando o povo português dos mais elementares direitos e liberdades.

domingo, 29 de março de 2020

RESISTENTES ANTIFASCISTAS

CARLOS (Campos Rodrigues da) COSTA

Conhecido resistente antifascista do Partido Comunista Português; funcionário do Partido Comunista Português; esteve preso em todas as prisões políticas do Continente. Preso durante cerca de 15 anos da sua vida, e tantas vezes torturado, nunca prestou declarações.

Nasceu a 28 de Março de 1928, em Fafe (vila que foi um centro de luta antifascista). Frequentava o 1.º ano do Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras quando foi preso pela 1.ª vez (com 20 anos). A sua formação e percurso político foram muito influenciados pelo seu pai (Manuel José da Costa), republicano, progressista e com ideias muito avançadas para a época.

1943 – Adere ao PCP (tinha 15 anos)

terça-feira, 27 de agosto de 2019

MUSEU A SALAZAR

ESTADO NOVO
Museu a Salazar é ofensa aos valores do Estado de Direito democrático, diz Jorge Miranda
Professor, constitucionalista e deputado da Constituinte pelo PSD recorda as eleições falsificadas, os professores expulsos da Faculdade, as torturas da PIDE, a censura e as cargas policiais contra os estudantes.

domingo, 3 de dezembro de 2017

ENTREVISTA

Domingos Abrantes. “Os comunistas devem ter uma conduta de vida. Há coisas que se colam”

Domingos Abrantes acusa Zita Seabra de mentir e assume que tem “pouca consideração” pelos dissidentes

Domingos Abrantes tem 81 anos e orgulha-se de ser o único membro do Conselho de Estado que não é doutor. Garante que preferia morrer a falar na PIDE e assume que tem “pouca consideração” por aqueles que saíram do PCP e mudaram de partido. “Ganharam muito em passar para o lado do capital.” Foi, nas últimas décadas, um dos importantes dirigentes do partido e congratula-se com esta solução governativa.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

CATARINA EUFÉMIA

19 de Maio de 1954 - 2017
De Sophia de Mello Breyner Anderson

O primeiro tema da reflexão grega é a justiça
E eu penso nesse instante em que ficaste exposta
Estavas grávida porém não recuaste
Porque a tua lição é esta: fazer frente
Pois não deste homem por ti

sábado, 17 de dezembro de 2016

RESISTÊNCIA ANTIFASCISTA

CONCEIÇÃO MATOS E DOMINGOS ABRANTES
Conceição Matos e Domingos Abrantes: Resistir, lutar, talvez sonhar

Lutaram contra a ditadura. Foram presos e torturados. Resistiram. Sentiram o dever de não falar. Agora há o dever de contar. Entrevista de Anabela Mota Ribeiro.

Domingos Abrantes foi preso pela primeira vez em 1959. Participou na famosa fuga de Caxias em Dezembro de 61. Ligou-se a Conceição Matos em 1963, viveram uma vida clandestina. Funcionários do Partido Comunista (ele desde 54, ela desde 63), eram considerados subversivos pelo regime salazarista. Foram presos em 65. Domingos ficou preso até 73, Conceição ficou um ano e meio. Voltaria a ser presa em 68, por uns meses.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

ANÚNCIO ENCRIPTADO

«O CASO DO ANÚNCIO ENCRIPTADO _ A NOTÍCIA ENCAPOTADA (*)

Em 25 de Março de 1949, são presos no Luso Álvaro Cunhal, Militão Ribeiro e Sofia Ferreira, clandestinos do PCP.
O director do jornal "O Primeiro de Janeiro", Pinto de Azevedo, naturalmente, nada sabe sobre a detenção dos três membros do PCP.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

DOMICÍLIA COSTA

«Domicília Costa

Está a ser apresentada como "a doméstica que não esperava ser eleita deputada pelo Bloco de Esquerda". Ela, que eu não conheço pessoalmente, certamente por modéstia, concorda, com frases simples do tipo "Olha em que sarilho fui meter-me".

Não haveria qualquer problema por uma doméstica, pensionista, avó de 69 anos ser eleita deputada. Oxalá mais fossem. Mas Domicília Costa é muito mais do que uma simples doméstica.

domingo, 2 de agosto de 2015

DITADURA FASCISTA

«O meu amor clandestino. Histórias de liberdade
24 Abril 2015

Conheceram-se na ilegalidade, ou antes dela, mas por amor ultrapassaram anos de clandestinidade. O Observador conta histórias de comunistas que cederam a identidade, os filhos e o amor a uma causa.

domingo, 19 de abril de 2015

FAMÍLIA MORTÁGUA

«A política é a casa deles

SÃO JOSÉ ALMEIDA (Texto), ENRIC VIVES-RUBIO (Fotografia) e FREDERICO BATISTA (video)
A política e os ideais revolucionários correm-lhes nas ?veias. Simbolizam a passagem de gerações do 25 de Abril. São a família Mortágua: Camilo, Mariana, Joana

o há uma sem duas nem duas sem três e se um Mortágua, de nome próprio Camilo, marcou a história portuguesa antes e depois do 25 de Abril, as suas filhas, as gémeas Mariana e Joana, marcam a actualidade política.