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sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

AO MIGUEL

De Eugénio de Andrade

Vais crescendo, meu filho, com a difícil
luz do mundo. Não foi um paraíso,
que não é medida humana, o que para ti
sonhei. Só quis que a terra fosse limpa,
nela pudesses respirar desperto
e aprender que todo homem, todo,

EUGÉNIO DE ANDRADE

Ela foi a mulher da vida de Eugénio de Andrade
Inês Nadais (texto) e Paulo Pimenta (fotos) 22 de Agosto de 2009

Houve duas figuras femininas no mundo de Eugénio: a mãe e Ana Maria Moura. Esta é a história dela e dos 30 anos que passou com ele. Este texto foi publicado a 11 de Abril de 2007

a Se Eugénio chegasse hoje a casa, encontraria tudo como deixou: as chaves no móvel do corredor, a lata de chá inglês na cozinha, o roupão pendurado num cabide da casa de banho, os comprimidos para dormir na mesinha-de-cabeceira, os óculos em cima da secretária, a última remessa de livros da Assírio & Alvim na mesa do café e a gata, Miki, ao sol, no sofá.Provavelmente voltaria a chamar por Ana Maria Moura - "Anda para cima, fecha o quiosque" - e ela subiria. Também está onde ele a deixou, há quase dois anos.

quinta-feira, 8 de julho de 2021

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

JOSÉ DIAS COELHO

 «De todas as sementes confiadas à terra, é o sangue derramado pelos mártires que faz nascer as mais copiosas searas.» Foi esta a legenda da última gravura de José Dias Coelho para o Avante! clandestino, relativa ao assassinato de Cândido Martins (Capilé) em Novembro de 1961, numa manifestação em Almada. Poucos dias depois, a 19 de Dezembro, foi o próprio José Dias Coelho a tombar aos 38 anos, varado pelas balas da PIDE. O crime foi perpetrado em Alcântara, na antiga Rua dos Lusíadas, actual Rua José Dias Coelho.