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sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

AO MIGUEL

De Eugénio de Andrade

Vais crescendo, meu filho, com a difícil
luz do mundo. Não foi um paraíso,
que não é medida humana, o que para ti
sonhei. Só quis que a terra fosse limpa,
nela pudesses respirar desperto
e aprender que todo homem, todo,

EUGÉNIO DE ANDRADE

Ela foi a mulher da vida de Eugénio de Andrade
Inês Nadais (texto) e Paulo Pimenta (fotos) 22 de Agosto de 2009

Houve duas figuras femininas no mundo de Eugénio: a mãe e Ana Maria Moura. Esta é a história dela e dos 30 anos que passou com ele. Este texto foi publicado a 11 de Abril de 2007

a Se Eugénio chegasse hoje a casa, encontraria tudo como deixou: as chaves no móvel do corredor, a lata de chá inglês na cozinha, o roupão pendurado num cabide da casa de banho, os comprimidos para dormir na mesinha-de-cabeceira, os óculos em cima da secretária, a última remessa de livros da Assírio & Alvim na mesa do café e a gata, Miki, ao sol, no sofá.Provavelmente voltaria a chamar por Ana Maria Moura - "Anda para cima, fecha o quiosque" - e ela subiria. Também está onde ele a deixou, há quase dois anos.

domingo, 30 de outubro de 2022

POEMA À MÃE

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.
Tudo porque já não sou
o menino adormecido

NÃO CANTO POR SONHO

Não canto porque sonho.
Canto porque és real.
Canto o teu olhar maduro,
O teu sorriso puro,

ADEUS

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

CHE GUEVARA

10 Poemas para Che Guevara - Eugénio de Andrade
Elegia das Águas Negras para Che Guevara

Atado ao silêncio, o coração ainda
pesado de amor, jazes de perfil,
escutando, por assim dizer, as águas
negras da nossa aflição.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

POEMAS DE NATAL

Último Poema
Por Eugénio de Andrade

É Natal, nunca estive tão só.
Nem sequer neva como nos versos
do Pessoa ou nos bosques
da Nova Inglaterra.

terça-feira, 28 de abril de 2015

SORRISO

«Eugénio de Andrade

Sorriso

Creio que foi o sorriso...
O sorriso foi quem abriu a porta,
Era um sorriso com muita luz,
Lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa,
Ficar nu dentro daquele sorriso...
Correr, navegar, morrer naquele sorriso»

(...)