Inês Nadais (texto) e Paulo Pimenta (fotos) 22 de Agosto de 2009
Houve duas figuras femininas no mundo de Eugénio: a mãe e Ana Maria Moura. Esta é a história dela e dos 30 anos que passou com ele. Este texto foi publicado a 11 de Abril de 2007
a Se Eugénio chegasse hoje a casa, encontraria tudo como deixou: as chaves no móvel do corredor, a lata de chá inglês na cozinha, o roupão pendurado num cabide da casa de banho, os comprimidos para dormir na mesinha-de-cabeceira, os óculos em cima da secretária, a última remessa de livros da Assírio & Alvim na mesa do café e a gata, Miki, ao sol, no sofá.Provavelmente voltaria a chamar por Ana Maria Moura - "Anda para cima, fecha o quiosque" - e ela subiria. Também está onde ele a deixou, há quase dois anos.
«Eugénio de Andrade Sorriso Creio que foi o sorriso... O sorriso foi quem abriu a porta, Era um sorriso com muita luz, Lá dentro, apetecia entrar nele, tirar a roupa, Ficar nu dentro daquele sorriso... Correr, navegar, morrer naquele sorriso»