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sábado, 1 de janeiro de 2022

POESIA

Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano

POESIA

NA PASSAGEM DE UM ANO

Erros nossos não são de toda a gente
Tropeçamos às vezes na entrega
Mas retomamos sempre a marcha em frente
Massa humana que nada desagrega.

POESIA

Recomeça….

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

POESIA

Das pastorinhas

Não mudamos 
nem o Natal 
só o mundo é mudança 
feita a esperança 
como num sonho um sino

domingo, 26 de dezembro de 2021

POESIA

Natal de Luís de Camões 

Dos Céus à Terra desce a maior Beleza,

Une-se à nossa carne e fá-la nobre;

E sendo a humanidade dantes pobre,

Hoje subida fica à maior alteza.

POESIA

Canto de Natal, de Manuel Bandeira

O nosso menino
Nasceu em Belém.
Nasceu tão-somente
Para querer bem.
Nasceu sobre as palhas
O nosso menino.

domingo, 5 de janeiro de 2020

PINTURA

Adoração dos Magos
https://luisbarreira.net/art/textos/1828/adoracao-dos-magos
Domingos Sequeira, A Adoração dos Magos, 1828
Créditos: Museu Nacional de Arte Antiga

Este magnífico quadro, A Adoração dos Magos, 1828, comprado recentemente pelo Museu Nacional de arte Antiga, em crowdfunding[1], foi pintado por Domingos Sequeira no exílio em Roma em 1828. Domingos Sequeira já havia estado em Roma, na Academia Portuguesa, com uma bolsa de estudo dada por D. Maria I, onde permaneceu desde 1788 até 1795, recebendo aulas de desenho e pintura por parte do mestre António Cavallucci. Reconhecida a sua obra pictórica por parte do poder político e religioso, o seu fervor Liberal levá-lo-á ao exílio em 1823. Impedido de regressar a Portugal, após a revolta da Vila-Francada[2] (27 de Maio de 1823) pondo termo ao “movimento vintista”, Domingos Sequeira acabou por se fixar em Roma (1826) realizando, por ventura, as suas três melhores obras pictóricas: A Adoração dos Magos, 1828; Vida de Cristo, 1828 e Juízo Final, 1830. Aos 69 anos morreu naquela cidade, sem nunca ter regressado a Portugal, encontrando-se sepultado na Igreja de Santo António dos Portugueses (Roma).

A Adoração dos Magos, uma das obras mais representativa do romantismo português é, sem dúvida, uma pintura singular. A minúcia do tratamento plástico das figuras deixando antever ainda um formalismo neoclássico, é contraposto por uma pintura onde as personagens se diluem na paisagem fazendo parte dela. Valorizada por uma estética poética e romântica, verificável no numeroso séquito, que assiste ao momento em que os reis Magos obsequiam o menino Jesus, a pintura de Domingos Sequeira ganha outra dimensão plástica. Toda a cena é composta por personagens saídas de contos das mil e uma noites — em voga e muito querido exotismo otomano por parte dos românticos —, fazendo-se transportar por camelos, por elefantes, alguns a pé empunhando uma sombrinha chinesa, outros trajando com os mais belos tecidos, diluindo-se na paisagem. A universalidade do acontecimento alcança uma outra leitura reforçada pelo desenho e pela plasticidade encontrada. Envolta numa atmosfera dramaticamente pintada (ao jeito de Turner), o céu adquire uma dimensão apologética da luz vinda do astro rei. A luz divina que é projectada dá enlevo à presença dos Reis Magos conseguindo, assim, uma ideia de “transcendência” em sintonia com o tema bíblico concentrando o olhar do observador no essencial: o nascimento de Jesus.

Fonte: Luís Barreira

OS TRÊS REIS DO ORIENTE

Os Três Reis do Oriente - Sophia de Mello Breyner Andresen

Baltasar

III

 O rei Baltasar amava a frescura dos jardins e sorria ao ver na água clara dos tanques o reflexo da sua cara cor de ébano.

E amava a alegria, o rumor e a abundância dos banquetes, e muitas vezes as suas festas duravam até ao romper do dia.

Porém, certa madrugada, depois de se terem retirado todos os convivas, o rei ficou na grande sala, sozinho com um jovem escravo que tocava flauta.

OS TRÊS REIS DO ORIENTE

Os Três Reis do Oriente - Sophia de Mello Breyner Andresen

Melchior

II

A placa de barro tinha passado de geração em geração, de idade em idade, de mão em mão. Nela estava escrito que ao mundo seria enviado um redentor e que uma estrela se ergueria no Oriente para guiar aqueles que buscavam o seu reino.

OS TRÊS REIS DO ORIENTE

Os Três Reis do Oriente - Sophia de Mello Breyner Andresen
Fonte: Jardim das Delícias

Nos próximos três dias publicar-se-á, a esta hora, dividido em três capítulos, um dos mais belos contos da tradição cristã do Natal da literatura portuguesa - Os Três Reis do Oriente de Sophia de Mello Breyner Andresen. Reza a história da adoração dos Reis Magos que Gaspar era indiano, Melchior persa e Baltasar árabe. Daí a natureza da música que acompanha cada uma das partes deste conto de Sophia.


segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

POEMAS DE NATAL

Ladainha dos Póstumos Natais
De David Mourão-Ferreira

Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que se veja à mesa o meu lugar vazio

POEMAS DE NATAL

PRELÚDIO DE NATAL
Através do blog D' Ali e D' Aqui

Tudo principiava
...pela cúmplice neblina
que vinha perfumada
de lenha e tangerinas

POEMAS DE NATAL

Último Poema
Por Eugénio de Andrade

É Natal, nunca estive tão só.
Nem sequer neva como nos versos
do Pessoa ou nos bosques
da Nova Inglaterra.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

JESUS CRISTO DE NAZARÉ

«Al final ¿dónde y cuándo nació Jesús?
La Navidad es una bella y tierna leyenda ya que Jesús no nació ni el 24 de diciembre, ni en Belén, ni en un pesebre

Cada año, al acercarse la Navidad hay siempre quien me pregunta, recordando mis estudios bíblicos: “¿Donde nació de verdad Jesús?” ¿Es verdad que no nació en Belén sino en la minúscula aldea de Nazaret, en la región de Galilea?