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domingo, 20 de fevereiro de 2022

POESIA

Perguntas de um operário letrado

Quem construiu a Tebas das setes portas?
Nos livros constam os nome de reis,
Foram eles que carregaram as rochas?
E a Babilônia destruídas tantas vezes?
Quem a reconstruiu de novo, de novo e de novo?

terça-feira, 23 de março de 2021

LUTA

SEM PAPAS NA LÍNGUA

SÓ COM A LUTA SE RESOLVEM OS PROBLEMAS, A RETÓRICA POR MAIS QUE VERDADEIRA, NÃO PASSA DE RETÓRICA.

Os mais politizados, os que se preocupam com a saúde dos portugueses têm razão ao apontar as falhas do governo no apoio ao SNS e aos portugueses afectados economicamente pela pandemia covid.

Há os que apontam os defeitos da governação e das instituições e fazem-no com toda a honestidade e legitimidade.

sábado, 14 de novembro de 2020

ÁLVARO CUNHAL

 «No papel é fácil escrever e ao microfone é fácil gritar: “chegou a hora do assalto final!” Para o assalto final, não basta escrever ou gritar. É preciso, além de condições objectivas, que exista uma força material, a força organizada, para se lançar ao assalto, ou seja, um exército político ligado às massas e as massas radicalizadas, dispostas e preparadas para a luta pelo poder, para a insurreição (…) Os radicais pequeno-burgueses são incapazes de compreender que os objectivos fundamentais da revolução não se alcançam reclamando-os, mas conquistando-os.»

Álvaro Cunhal, «O Radicalismo Pequeno-Burguês de Fachada Socialista», 1970.

sábado, 24 de outubro de 2020

KARL MARX

 'El poder político es simplemente el poder organizado de una clase para oprimir a otra'..'El motor de la Historia es la lucha de clases...'..la emancipación de la clase obrera debe ser obra de los obreros mismos...que la emancipación económica de la clase obrera es, por lo tanto, el gran fin al que todo movimiento político debe ser subordinado como medio; que todos los esfuerzos dirigidos a este gran fin han fracasado hasta ahora por falta de solidaridad entre los obreros de las diferentes ramas del trabajo en cada país y de una unión fraternal entre las clases obreras de los diversos países; que la emancipación del trabajo no es un problema nacional o local, sino un problema social que comprende a todos los países en los que existe la sociedad moderna'..'La burguesía no solo forja su propia destrucción sino también a su propio sepulturero: el proletariado'..'Los trabajadores no tienen nada que perder, salvo sus cadenas. Tienen un mundo por ganar'...'La clase obrera es revolucionaria o no es nada'

quarta-feira, 15 de julho de 2020

POESIA

SONETO DO TRABALHO
Das prensas dos martelos das bigornas
das foices dos arados das charruas
das alfaias dos cascos das dornas
é que nasce a canção que anda nas ruas.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

LUTA DE CLASSES

África do Sul e a luta de classes

Os trágicos acontecimentos na mina de Marikana, na África do Sul, que resultaram na morte de dezenas de mineiros, sindicalistas e polícias, são graves e têm uma indiscutível importância política. Por aquilo que representam objectivamente, mas também pela carga simbólica e política que adquirem num país marcado historicamente pela violência do apartheid.

domingo, 15 de abril de 2018

ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO

Assédio Moral no local de Trabalho
Grande maioria da nossa Sociedade nem sabe em que consiste o Assédio Moral no local de Trabalho, mas sim ele existe e manifesta-se sob diversas formas e grande parte das vezes através de frases discriminatórias!
Seguem alguns exemplos:
• Desvalorizar sistematicamente o trabalho de colegas ou subordinados hierárquicos;
• Ridicularizar, de forma directa ou indirecta, uma característica física ou psicológica de colegas de trabalho ou de subordinados;

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

CITAÇÕES

«Aqui (nos EUA) não usamos as expressões "Classe Operária" ou "Classe Trabalhadora". São expressões tabu. É suposto dizermos "Classe Média", porque ajuda a diminuir a consciência de que está em curso uma Luta de Classes e que esta é real.» Noam Chomsky

«We don't use the term “working class” here [in the U.S] because it's a taboo term. You're supposed to say “middle class,” because it helps diminish the understanding that there's a class war going on.» Noam Chomsky

quarta-feira, 14 de junho de 2017

EL DIARIO DEL CHE EN BOLIVIA

«Junio 14

Celita (4?)

Pasamos el día en la aguada fría, al lado del fuego, esperando noticias de Miguel y Urbano que eran los chaqueadores. El plazo para moverse era hasta las 15 horas, pero Urbano llegó pasada esa
hora a avisar que se había llegado a un arroyo y que se veían piquetes, por lo que creía que podría llegar al Río Grande. Nos quedamos en el lugar, comiéndonos el último potaje, no queda
más que una ración de maní y 3 de mote. He llegado a los 39 y se acerca inexorablemente una edad que da que pensar sobre mi futuro guerrillero; por ahora estoy “entero”.» h-840 

El Diario del Che en Bolivia, Ernesto "Che" Guevara de la Serna

sexta-feira, 19 de maio de 2017

CATARINA EUFÉMIA

19 de Maio de 1954 - 2017
De Sophia de Mello Breyner Anderson

O primeiro tema da reflexão grega é a justiça
E eu penso nesse instante em que ficaste exposta
Estavas grávida porém não recuaste
Porque a tua lição é esta: fazer frente
Pois não deste homem por ti

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

MARINHA GRANDE 1934

70 anos do 18 de Janeiro de 1934, na Marinha Grande
O dia em que o povo tomou o poder
Gustavo Carneiro

Estava-se no início de 1934. Com o mudar do ano, entra em vigor o Estatuto Nacional do Trabalho, fascista, e os sindicatos livres eram oficialmente proibidos, dando origem a outros, subjugados ao poder corporativo. Por todo o País, os trabalhadores combatem a fascização dos sindicatos e convocam para 18 de Janeiro uma greve geral revolucionária, com o objectivo de derrubar o governo de Salazar. A insurreição falha, mas na Marinha Grande os operários vidreiros tomam o poder. Apenas por algumas horas, é certo, pois a repressão esmagaria a revolta. No resto do País, esperavam-se acções iguais, mas em nenhum outro lado se repetiu o gesto dos operários marinhenses. Apesar de fracassada, a revolta dos trabalhadores vidreiros fica na história como um momento alto da resistência ao fascismo. E deixou sementes, que germinaram numa manhã de Abril, precisamente quatro décadas depois.

sábado, 15 de agosto de 2015

DEVE E HAVER

«Crise tirou 7,6 mil milhões a salários e deu 2,5 mil milhões ao capital
Depois de muito cair, peso dos rendimentos do trabalho no bolo familiar estabilizou em 62,5% do total, com o ajustamento. Mas rendas do capital estão no segundo maior nível de sempre: 36,4%
15/08/2015 | 12:06 |  Dinheiro Vivo

O ambiente de taxas de juro e as políticas de ajustamento aplicadas para, alegadamente, ajudar a superar a crise e lançar o país numa nova era de desenvolvimento tiveram uma consequência imediata no rendimento das famílias portuguesas. Desvalorizou o fator trabalho e deu gás aos rendimentos do capital.

domingo, 26 de maio de 2013

O PRONTO-A-VESTIR ...

«... DA LUTA DE CLASSES
Martim Neves é um miúdo de 16 anos. Aos 15 anos, desenhava umas roupas e resolveu fazer-se à vida. Pediu a "às raparigas mais giras" da escola para as usarem e assim promover o seu trabalho. Depois a coisa correu bem e acabou por pedir a uma fábrica que o fizesse. Já exporta o que faz. Até aqui, o Martim só merecia aplauso. Até aqui e depois disto. Porque a única coisa que vi no "Prós & Contras" de segunda-feira foi um miúdo empenhado, com genica, a querer viver da sua criatividade e do seu trabalho. Não vi um chico esperto, um arrivista, alguém que espezinha os outros para subir na vida. Vi alguém que quer fazer o que gosta e faz por isso. Nada sei sobre ele. Ninguém ali sabia. Logo, o que interessa é o que se viu: um miúdo articulado, despachado, esperto e empenhado.» (...)
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Publicado no Expresso Online»
Por Daniel Oliveira
FONTE: Arrastão

quarta-feira, 8 de maio de 2013

LUTA DE CLASSES

«Aquilo que faço não existe sozinho, precisa de alguém que lhe dê sentido, o seu próprio sentido e interpretação pessoal. Se uma árvore cair sozinha na floresta, sem ninguém por perto, será que faz barulho? Por esse motivo, o esforço de divulgação é também uma mostra de respeito para com essas pessoas, é um sinal da minha crença nelas e no seu valor. Exatamente como estas palavras, que existem porque estás a lê-las.»
Por José Luís Peixoto
Fonte Revista Visão