sábado, 4 de janeiro de 2014

MANUEL ANTÓNIO PINA

«Sussurrando por luar 
Eu sei, é preciso esquecer,
desenterrar os nossos mortos e voltar a enterrá-los,
os nossos mortos anseiam por morrer
e só a nossa dor pode matá-los.

FUGA DE PENICHE

«Um milhar de pessoas, entre elas o atual líder do PCP, Jerónimos de Sousa, assistiu esta sexta-feira à recriação da fuga do histórico comunista Álvaro Cunhal da cadeia política de Peniche há 54 anos. A tenda instalada ao lado da Fortaleza de Peniche, com mais de trezentos lugares sentados, foi pequena para acolher o público,» (...)
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Fonte: TVI

WOLF MOUNTAINS

«As night falls, an ethereal mist creeps over a forest canopy as old as time. The primeval howl of a wolf echoes across the mountains followed by another and another, a pack crying in unison. Down in the valley, a bison flicks an ear, a deer is startled and a beaver swims for cover, whilst a bear waits in anticipation of a kill.» (...)
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Fonte: Erik Baláž

DOSSIER EROSÃO COSTEIRA

«Praias têm cada vez menos areia e a culpa é das barragens, diz especialista

Norte e Centro são as regiões cujas praias estão em maior risco de desaparecer. A este problema juntam-se as falhas no ordenamento do território, que permitem a construção desenfreada junto ao mar.

DOSSIER EROSÃO COSTEIRA

«Planos de Ordenamento da Orla Costeira: A difícil gestão do Litoral
As pressões sobre o litoral português são inúmeras e pouco se tem avançado num caminho de gestão integrada e sustentável. Com todos os Planos de Ordenamento de Orla Costeira concluídos em território continental mas em fase muito mais atrasada nas regiões autónomas, com a nova legislação recentemente aprovada, que futuros se desenham para o litoral?

MANUEL ANTÓNIO PINA

ESPLANADA
(...)
«O café agora é um banco, tu professora do liceu;
Bob Dylan encheu-se de dinheiro, o Che morreu.
Agora as tuas pernas são coisas úteis, andantes,
e não caminhos por andar como dantes.»

(Um sítio onde pousar a cabeça)

Poema Completo

MANUEL ANTÓNIO PINA

Um sítio onde pousar a cabeça.

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister, de Johann Wolfgang von Goethe - O livro de Johann Wolfgang von Goethe “criou”, segundo Marcus Vinicius Mazzari, “o gênero que mais tarde foi chamado de ‘romance de formação’ (Bildungsroman), a mais importante contribuição alemã à história do romance ocidental. (…) Goethe empreendeu a primeira grande tentativa de retratar e discutir a sociedade de seu tempo de maneira global, colocando no centro do romance a questão da formação do indivíduo, do desenvolvimento de suas potencialidades sob condições históricas concretas”. (Editora 34, tradução de Nicolino Simone Neto.)»
Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «A Consciência de Zeno, de Italo Svevo - Svevo às vezes é mais citado como “o” amigo italiano de James Joyce. O irlandês foi seu professor de inglês. Poucas vezes um burguês foi retratado com tanta felicidade quanto neste romance. Zeno, um fumante inveterado — nada politicamente correto —, submete-se à psicanálise e, em seguida, desiste, porque deixa de acreditar na “ciência” de Freud. O livro é de 1923. Zeno, grande personagem, faz um mergulho poderoso na sua própria vida. Otto Maria Carpeaux qualificou o romance de “genial”. (Tradução de Ivo Barroso. Editora Nova Fronteira.)»
Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «Folhas de Relva, de Walt Whitman - Walt Whitman não é “um” e sim “o” poeta norte-americano. Segundo Otto Maria Carpeaux, é um “poeta para poetas”. Dado o uso intensivo do verso livre, que ele “criou” como um método — então novo e rebelde em relação à poesia metrificada —, o poema longo de Whitman deveria ser de fácil acesso. Se fosse russo, seria cantado nas ruas, como se faz com Púchkin. A dificuldade teria a ver mais com o poema longo do que com o poema em si? Pode ser. O que a poesia de Whitman exige é um leitor atento. Harold Bloom o apresenta como “fundador” da poesia americana. “O” poeta. Há algumas traduções no Brasil. As mais citadas são as de Bruno Gambarotto (Hedra), Rodrigo Garcia Lopes (Iluminuras) e Geir Campos (Civilização Brasileira). Há uma da Editora Martin Claret.»
Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «A Montanha Mágica, de Thomas Mann - É o segundo grande romance de formação alemão. O livro conta a história do jovem Hans Castorp, que, ao visitar uma clínica para tuberculosos na Suíça, amadurece, participa de debates filosóficos. Enfim, vive e cresce. Mann escreveu: “E que outra coisa seria de fato o romance de formação alemão, a cujo tipo pertencem tanto o ‘Wilhelm Meister’ como ‘A Montanha Mágica’, senão uma sublimação e espiritualização do romance de aventuras?” (Nova Fronteira, tradução de Herbert Caro.)»
Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «A Lebre Com Olhos de Âmbar, de Edmund de Waal - O romance de Waal parece, à primeira vista, um trabalho de arqueologia literária escrito por uma sensibilidade do século 19. Há, aqui e ali, uma percepção meio proustiana da vida. Porém, a obra é de 2010. O belíssimo livro, escrito por alguém que tem a percepção de que Deus às vezes está nos detalhes, ganhou elogios de pesos pesados. “De maneira inesperada, combina a micro arte das miniaturas com a macro história, em um efeito grandioso”, disse Julian Barnes. “Uma busca, descrita com perfeição, de uma família e de um tempo perdidos. A partir do momento em que você abre o livro, já está numa velha Europa inteiramente recriada”, afirma Colm Tóibín. (Tradução de Alexandre Barbosa de Souza. Editora Intrínseca.)»
Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «Guerra e Paz, de Liev Tolstói - Se tivesse lido cuidadosamente o romance “Guerra e Paz” — literatura e história —, Adolf Hitler não teria invadido a União Soviética, em 1941, ou seja, 129 anos depois, mas com os mesmos resultados funestos das tropas de Napoleão Bonaparte. Liev Tolstói examinou a história cuidadosamente e escreveu um romance poderoso a respeito da invasão napoleónica de 1812. Seu trabalho literário rivaliza-se com as melhores histórias sobre o assunto. Detalhe: além da guerra, ele examina minuciosamente a vida civil do período. Como complemento, o leitor pode consultar “1812 — A Marcha Fatal de Napoleão Rumo a Moscou”, de Adam Zamoyski. (Tradução de Rubens Figueiredo, a única feita a partir do russo. Editora Cosac Naify.)»
Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «Paradiso, de Lezama Lima - Trata-se do mais importante romance escrito por um cubano. Lezama Lima é o James Joyce ou o Guimarães Rosa de Cuba. Sua prosa barroca é densa, às vezes de difícil apreensão, mas uma leitura cuidadosa, observando-se seus vieses, leva o leitor ao paraíso. Julio Cortázar escreveu sobre o livro: ‘Paradiso’ é como o mar… Surpreendido em um começo, compreendo o gesto de minha mão quando toma o grosso volume para olhá-lo uma vez mais; este não é um livro para ler como se leem os livros, é um objeto com verso e reverso, peso e densidade, odor e gosto, um centro de vibração que não se deixa alcançar em seu canto mais entranhado se não se vai a ele com algo que participe do tato, que busque o ingresso por osmose e magia simpática”. (Brasiliense, com tradução de Josely Vianna Baptista. A poeta refez a tradução, mas um imbróglio jurídico a impede de publicá-la.)»
Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «Enquanto Agonizo, de William Faulkner - “O Som e a Fúria”, de William Faulkner, é o “Ulysses” norte-americano. Mas o escritor que resgatou a história do sul profundo dos Estados Unidos por meio da literatura tem um romance menor (em tamanho) e de alta qualidade — “Enquanto Agonizo”. Neste livro, todos os personagens têm vozes, apresentadas em igualdade de condições. As vozes parecem um coro e as pessoas estão carregando um caixão, com o corpo da matriarca da família, mas é como se não saíssem do lugar. (Tradução de Wladir Dupont, L&PM.)»
Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «Aquela Confusão Louca da Via Merulana, de Carlo Emilio Gadda - James Joyce “inventou” clones em alguns países: William Faulkner, nos Estados Unidos, e Guimarães Rosa, no Brasil, são, quem sabe, os mais conhecidos. Chamá-los de clones contém um certo desrespeito, mas, sem Joyce, Guimarães Rosa certamente teria sido um José Lins do Rego melhorado. Assim como Faulkner seria um Mark Twain mais denso. Mas pode-se falar num Joyce italiano? É possível. Carlo Emilio Gadda, autor de “Aquela Confusão Louca da Via Merulana” (Record, tradução de Aurora Bernardini e Homero de Freitas Andrade), é uma espécie de Joyce que “canibalizou” Rabelais. É visto como intraduzível. Acima de tudo, é um belíssimo escritor, autor de histórias fortes contadas de modo inventivo e de uma maneira às vezes frenética.»
Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «Três Tristes Tigres, de Guillermo Cabrera Infante - O livro é uma orgia linguística e, por isso, às vezes assusta o leitor desavisado. Mas, se passar da página 50, o leitor não vai mais parar a leitura deste livro de arquitetura perfeita, que não se revela assim, dada sua fragmentação. Cabrera Infante diverte o leitor, em cada página, ao resgatar, com precisão, a oralidade e a vida comum e a vida cultural de Cuba. Logo no início, no qual há mistura de línguas, Carmen Miranda e Joe Carioca são citados. Oswald de Andrade veria, neste belíssimo romance, a antropofagia trabalhada com mestria. (Luís Carlos Cabral traduziu o romance com rigor, decifrando ao máximo suas muitas dificuldades linguísticas e culturais. José Olympio Editora.)»
Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «A Branca Voz da Solidão, Emily Dickinson - Esclareça-se: a poeta norte-americana Emily Dickinson não publicou nenhum livro. Seus quase 2 mil poemas foram publicados depois de sua morte, em 1886. Ela tem sido bem traduzida no Brasil, desde Manuel Bandeira até Augusto de Campos e Aíla de Oliveira Gomes. Mas ninguém fez tanto pela poesia de Emily Dickinson no Brasil quanto José Lira, tradutor desta coletânea. Lira não introduziu sua poesia no país, mas pode-se dizer que a consolidou — tanto com as traduções inventivas quanto com a crítica refinada. Outro livro traduzido por ele: “Emily Dickinson: Alguns Poemas”. (Editora Iluminuras)»
Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «Vida Querida, de Alice Munro - Alice Munro é uma das maiores escritoras canadenses. É considerada como a Tchekhov da América, embora seja menos ousada do que o russo. Seus contos são romances em miniatura, amplamente desenvolvidos e, às vezes, sutis. Neste livro, além dos contos, há narrativas autobiográficas — um artifício inteligente no qual se usa a ficção para iluminar pedaços sempre escuros da vida dos indivíduos. (Tradução de Caetano W. Galindo, Companhia das Letras)»
Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «Sagarana, de Guimarães Rosa - Todos sabem: a obra-prima de Guimarães Rosa é “Grande Sertão: Veredas”, o romance brasileiro que mais dialoga com a literatura internacional — e sem submissão. Nos contos não há a mesma invenção, aquela linguagem rodopiante, que às vezes deixa o leitor tonto. Ainda assim, os contos de “Sagarana” merecem uma leitura atenta, alguns são “Pequenos Sertões: Veredas”. Alguém é capaz de ler e esquecer, por exemplo, “A hora e a vez de Augusto Matraga” e “Corpo Fechado”? (Editora Nova Fronteira)»
Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «Memorial de Aires, de Machado de Assis - Se der ouvidos a certa crítica, o leitor patropi passará a acreditar que Machado de Assis só escreveu três romances: “Dom Casmurro”, “Quincas Borba” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. O mago dos contos raramente é citado, exceto por alguns especialistas, como o inglês John Gledson. Mas há um “romancinho” de Machado de Assis que é maravilhoso. “Memorial de Aires” é muito bem escrito. É de uma sutileza rara no panorama cultural brasileiro. E, claro, é divertido, talvez porque menos “pretensioso” (a grande arte é sempre pretensiosa) do que as obras-primas “Dom Casmurro” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”.»
Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «Reparação, de Ian McEwan - Pense em Ian McEwan como uma espécie de Henry James modernizado, pós-jazz e pós-rock. O autor, talvez o mais refinado escritor inglês vivo — acima de pares como Martin Amis e Julian Barnes (este, às vezes subestimado, ao menos no Brasil) —, aparentemente mistura, aqui e ali, tanto Virginia Woolf quanto Henry James em suas histórias. Mas sua dicção para mostrar a ambivalência dos indivíduos é moderna, não é do século 19, quando James, o Henry, se formou. McEwan conta, em “Reparação”, uma história extraordinária, mas o modo como a relata, com personagens “manipulados” pelo meio e pelas próprias personagens, ou por uma delas, é que torna o romance interessante. Fica-se com a impressão de que há duas histórias — uma dominante e uma alternativa. O que é e o que poderia ter sido.»
Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «Ulysses, de James Joyce - É o romance dos romances. Não é à toa que o idiossincrático Harold Bloom — que avalia que Shakespeare é Deus, e não apenas da literatura, pois teria inventado o homem que se tem hoje nas ruas — considere James Joyce como um par do autor de “Hamlet” e “Rei Lear”. “Ulysses” reinventa o romance moderno, tornando os posteriores espécies de sombras, não raro pálidas. Mesmo quem não o segue, rumando para outra estética, acaba se tornando tributário. As três traduções são de Antônio Houaiss (Civilização Brasileira), Bernardina Pinheiro (Objetiva) e Caetano W. Galindo (Companhia das Letras).»
Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «São Bernardo, de Graciliano Ramos - O romance mais importante de Graciliano Ramos é “Vidas Secas? Sem dúvida. Mas, num tempo de hegemonia dos estudos de gênero — que matam a literatura em nome de uma ideologia primária —, nada mais significante do que indicar “São Bernardo”. Este livro, se as feministas atuais lessem — as que leem são exceções —, se tornaria uma bíblia. Mas uma bíblia sem concessões moralistas. Poucos autores patropis, mesmo entre as mulheres, construíram tão bem um homem autoritário, até totalitário, quanto o Velho Graça. (Editora Record)»
Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «Retrato de uma Senhora, de Henry James - Mestre da ambiguidade, Henry James construiu romances de alta voltagem sobre grandes mulheres, americanas ou inglesas. Pode-se dizer, até, que suas mulheres, sempre mais sutis, são mais bem construídas do que as personagens masculinas. Neste romance, há uma grande personagem, Isabel Archer. O leitor poderá sugerir: “Mas ela é enganada por um homem”. Por certo, é. Mas permanece como uma grande personagem. Este livro — ao lado de “As Asas da Pomba” — deveria ser lido por todos os leitores, sobretudo pelas mulheres. Os homens deveriam amarrá-las para que lessem esta obra-prima? Nem tanto. É crime. A Lei Maria da Penha é um perigo. (Companhia das Letras, tradução de Gilda Stuart.)» Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «Conversa na Catedral, de Mario Vargas Llosa - O percurso literário de Vargas Llosa é curioso. Começou como um autor inventivo, na linhagem de Faulkner, e se tornou, nos romances mais recentes, um escritor mais tradicional, tão límpido quanto, digamos, Flaubert. Tornou-se um grande narrador clássico, mais acessível. Seu romance mais experimental é “Conversa no Catedral”, no qual diálogos de personagens diferentes são misturados, numa bela orgia linguística. É como se o Nobel de Literatura nos dissesse que a Linguagem é uma personagem tão ou mais importante do que Santiago e Ambrosio. (Alfaguara, tradução de Ari Roitman e Paulina Wacht.)»
Fonte: Revista Bula

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «Poesia 1930-1962, de Carlos Drummond de Andrade - O poeta Carlos Drummond de Andrade talvez tenha apenas dois rivais em língua portuguesa — Camões e Fernando Pessoa. No Brasil, quem mais se aproximou, a uma distância de 10 mil quilômetros, foi João Cabral de Melo Neto. Ninguém mais. “Poesia 1930-1962 — Edição Crítica” contém o que há de melhor do escritor mineiro. É, digamos, sua bíblia. Aí está o Drummond, modernista total, de corpo e alma.»(...)
Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust -Harold Bloom percebe Marcel Proust como o maior escritor francês, acima de Flaubert, o “santo” de devoção de Mario Vargas Llosa. Proust não sabia avaliar se “Em Busca do Tempo Perdido” era um romance, ou algo mais. Talvez seja muito mais do que um romance. Quiçá uma bíblia da civilização humana, mais do que da francesa. Ciúme, memória-tempo, amizade, sexualidade — eis alguns dos temas candentes do escritor. Duas editoras se encarregaram de traduzir a obra-prima, a Globo e a Ediouro. No time de tradutores da Globo estão Mario Quintana, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, entre outros. Fernando Py enfrentou solitariamente as centenas de páginas de um autor de prosa densa (quem só defende literatura concisa não sabe a delícia que é Proust). Mario Sergio Conti prepara a terceira tradução para a Companhia das Letras.»
Fonte: Revista Bula

LITERATURA RECOMENDADA

Para mim: «O Deserto dos Tártaros, de Dino Buzatti - O maior crítico brasileiro Antonio Candido aponta o romance do escritor italiano como um dos mais importantes da história da literatura. Fica-se com a impressão de que a história não anda, ou que anda para trás, ou melhor, que a personagem central, o tenente Giovanni Drogo, espera tanto que insinua-se paralisada, como se a história estivesse estancada. De permeio, a linguagem refinada de Dino Buzatti. (Editora Nova Fronteira, tradução de Aurora Fornoni Bernardini e Homero de Freitas Andrade.)»
Fonte: Revista Bula

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

OS SALTIMBANCOS

(...)«O musical foi inspirado no conto Os Músicos de Bremen recolhido pelos Irmãos Grimm e adaptado por Sergio Bardotti como uma alegoria política, na qual o Burro representaria a Intelligentsia; a galinha, a classe operária; o cachorro, os militares e a gata os artistas. O barão, inimigo dos animais, é a personificação da elite, ou dos "detentores do meio de produção".»(...)
Vídeo.
Fonte: Wikipedia

MÚSICOS DE BREMEN

(...) «Esta fábula tem um significado óbvio: os quatro animais representam as diferentes classes do povo; os seus donos os regentes feudais desse tempo. Bremen, uma cidade livre Hanseática onde não existia feudalismo, era o local natural para se viver sem amos.» (...)
Fonte: Wikipedia

GAITA-DE-FOLES

«Porto: Festival Internacional da gaita de foles em Abril
O I Festival Inter-Atlântico da gaita-de-foles pretende tornar o Porto uma “referência internacional” do instrumento, que “invadirá” a cidade de 16 a 20 de Abril. (...)»
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CITAÇÕES

«O que é preciso é criar desassossego. Quando começamos a criar alibís para justificar o nosso conformismo, entao está tudo lixado! (…) Acho que, acima de tudo, é preciso agitar, não ficar parado, ter coragem, quer se trate de música ou de política. E nós, neste país, somos tão pouco corajosos que, qualquer dia, estamos reduzidos à condição de “homenzinhos” e “mulherzinhas”. Temos é que ser gente, pá!» José Afonso.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

REVOLUCIÓN CUBANA

«Cincuenta y cinco años cumple la Revolución cubana. Como diría Eduardo Galeano: "Esta revolución, castigada, bloqueada, calumniada, ha hecho bastante menos que lo que quería pero ha hecho mucho más que lo que podía".»

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

VIAJAR

12 Lugares Inacreditáveis a Visitar assim que possível. Ligação.

MONTE RORAIMA

Tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana.

CULTURA

«(...) Deve ser de ver muitos programas culturais, porque a cultura é um bicho com muitas pernas,... um bicho tipo aranhuço, que uma vez apanhado ... não é ... entra pelos orifícios e nunca mais é "centrifugável" de um espírito aberto e interessado como deste vosso servidor, como estão? (...)» "Estebes", Herman José.

MANDELA

Cinco frases de Nelson Mandela que a grande mídia prefere esconder. Aqui.

CIDADE DO PORTO

Visitas guiadas por Germano Silva.

WIND POWERED MONSTERS

Theo Jansen

sábado, 21 de dezembro de 2013

PÕE QUANTO ÉS

«Põe quanto És no Mínimo que Fazes

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive»

Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

POESIA

Senhora, partem tão tristes

Senhora, partem tão tristes
meus olhos por vós, meu bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

tão tristes, tão saudosos,
tão doentes da partida,
tão cansados, tão chorosos,
da morte mais desejosos
cem mil vezes que da vida.

partem tão tristes os tristes,
tão fora de esperar bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

sábado, 7 de dezembro de 2013

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

INGLOURIOUS BASTERDS

«“Sacanas sem Lei”, último filme de Quentin Tarantino, tem uma história por detrás da própria história do filme, que é interessante conhecer para melhor se perspectivar a obra. (...)»
De Lauro António.
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terça-feira, 1 de outubro de 2013

SNOB

sine nobilitate
«The word 'snobbery' came into use the first time in England during the 1820s. It was said to have derived from the habit of many Oxford and Cambridge colleges of writing sine nobilitate (without nobility) or 's.nob.' next to the names of ordinary students on examination lists in order to distinguish them from their aristocratic peers.[1] These common, but typically wealthy students would then emulate symbols of aristocratic status (driver, maid etc.), and were then in turn mockingly identified as 'snobs' by the aristocrats. After the later changing of the meaning of the term 'snob', people with such emulation behaviour are now referred to as 'snob victims'.»
Fonte: wikipedia

VISÕES

Aqui.

ENNIO MORRICONE

The Mission
Vídeo

RECOLHAS DE MÚSICA POPULAR

Michel Giacometti e Fernando Lopes Graça
Ao Romper da Bela Aurora
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BRIGADA VICTOR JARA

Ao romper da bela aurora
Vídeo

FERNANDO LOPES GRAÇA

Acordai
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WE ARE THE WORLD

Somos el World Vocacional de Holguín: «Chicos de la vocacional de Holguin en Cuba juntas sus voces para cantar este gran tema, aveces en la sencilles se encuentran las mejores cosas, en los detalles mas pequeños estan las grandes sorpresas.» ... Seguimos en combate.
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RATONES QUE CANTAN

Em Cuba Debate.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

STEVIE WONDER

Girl from Ipanema
Garota de Ipanema
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JOÃO GILBERTO

Vou-te contar
Vídeo

DAVID SYLVIAN

Orpheus
Vídeo

MILTON E CHICO

O que será
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CHICO BUARQUE

O que será
Vídeo

MAYRA ANDRADE E BENJAMIN BIOLAY

O que será
Tu verras
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ZAZIE ET BENABAR

Tu Verras
Vídeo

CLAUDE NOUGARO

Tu verras
Vídeo

CLÃ

Depois do Amor
Vídeo

BACH

Johann Sebastian Bach
Tatiana Nikolayeva
Siciliano
Vídeo

JOAN BAEZ

Gracias a la vida
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MERCEDES SOSA

Gracias a la vida
Vídeo

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

CRISE LABORAL

Notícias que não interessam em Portugal: «Decenas de miles de empleados polacos marcharon para expresar su repudio a las últimas reformas laborales aprobadas por el gobierno. Durante la acción, los trabajadores lanzaron granadas de humo bajo un ruido ensordecedor de silbatos.»
FONTE: RT

FISCHER-Z

Marliese.
Vídeo.

PREPOTÊNCIA NORTE AMERICANA

A ser verdade, este é um caso representativo da prepotência norte americana. Um estória caricata e com desfecho inusitado. Frota contra rochedo.
Ligação

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

AU REVOIR SIMONE

Somebody Who
Vídeo

TOM WAITS

Hell Broke Luce
Vídeo

PJH, TA, B & MA

Tori Amos, PJ Harvey, Björk & Massive Attack Mashup by Wax Audio
Dissolved By The Water All These Years (Cover Me)
PJ Harvey, Tori Amos, Björk & Massive Attack Mashup by Wax Audio
PJ Harvey - Down By The Water
Tori Amos - Silent All these Years
Björk- Cover Me
Massive Attack - Dissolved Girl
Mashup & Video by Wax Audio
Vídeo

MASSIVE ATTACK

Dissolved Girl
Vídeo

BJORK

Cover Me
Vídeo

TORI AMOS

Silent All These Years
Vídeo

PJ HARVEY

Down By The Water
Vídeo

GAC

Grupo de Acção Cultural - GAC
Cantiga sem Maneiras
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GRUPO DE IRRESPONSÁVEIS

«“Estamos entregues a um grupo de irresponsáveis", diz Freitas do Amaral
O fundador do CDS e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Diogo Freitas do Amaral disse nesta terça-feira que o país está “entregue a um grupo de irresponsáveis” e defendeu um governo de salvação nacional ou eleições antecipadas.» (...)
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FONTE: Público
Lusa

BJORK

Violently Happy.
Aqui.

RICARDO ARAÚJO PEREIRA

Ricardo Araújo Pereira e a Questão de Deus. Aqui.

SÍRIA

Mentiras que não chegam a maduras para cair. Estas caem verdes, «La fotografía presentada por el Secretario de Estado norteamericano John Kerry a la prensa para “demostrar” el ataque con armas químicas en Siria, no fue tomada en esa nación y corresponde a víctimas de la agresión yanqui a Irak hace una década.

La misma fotografía también fue empleada por la cadena británica BBC, pero había sido usada antes para ilustrar la masacre de Houla en Siria, que se produjo en mayo del año passado.» (...)
FONTE: cubainformacion.tv  

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

SÍRIA

Mais animais à solta. Aqui.

SÍRIA

Animais à solta. Aqui.

ENERGIAS RENOVÁVEIS

«Catarinense Cria Dois Jeitos De Aquecer Água Sem Usar Energia.»
Aqui.

BANDIERA ROSSA

«Bandiera Rossa (Bandera Roja) es una canción popular utilizada como himno por los socialistas y especialmente por los comunistas italianos, aunque debido a su popularidad ha sido apropiada también por otros movimientos de izquierda. Bandiera rossa nace en Italia, concretamente en la Lombardía a principios del siglo XX, y es la canción de lucha de aquél país más conocida internacionalmente junto a Bella ciao.
Su música proviene de cantos tradicionales lombardos, a la cual le dio letra Carlo Tuzzi en 1908. Este es el texto original, que no es la que se ha cantado ni se canta habitualmente:
Compagni avanti alla riscossa
bandiera rossa bandiera rossa
compagni avanti alla riscossa
bandiera rossa la trionferà. (...)»
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FONTE: Wikipedia